A condição dos gentios sem Deus
Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 6, do 2º trimestre de 2020 – A condição dos gentios sem Deus. | Foto: Pixabay

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 6, do 2º trimestre de 2020 – A condição dos gentios sem Deus.

Por Aniel Ventura

A condição dos gentios sem Deus – A salvação condicionou os Efésios às mudanças: “antes mortos, agora vivos”. Esta mudança de posição continua acontecendo hoje, àqueles que recebem a Cristo: “antes sem nenhum privilégio, agora favorecidos por Deus”.

O contraste entre a antiga natureza e a nova, mediante a graça é positiva. Éramos gentios (não-israelitas), faltando-nos a marca externa (a circuncisão) a característica do povo escolhido e, portanto, sem perspectiva de bênção (Ef 2.5,13). Mas agora em Cristo podemos desfrutar de todas as bênçãos espirituais.

I – Chamados Incircuncisão

A circuncisão consiste em retirar a pele que recobre a ponta do órgão sexual masculino. A medicina moderna mostrou que a circuncisão tem inúmeros benefícios para a saúde. Porém não se conhece ao certo o significado original dessa prática. Existem várias possibilidades, incluindo a higiene para evitar infecções (fimose); maior desempenho sexual; marcar o início da virilidade; fazer um sacrifício similar ao dos primogênitos; ou como uma medida protetora contra os demônios.

Em Israel, a circuncisão tinha um propósito religioso, mais do que de saúde pública. Os muitos significados e possibilidades podem ter sentido em algum lugar do mundo, os quais estão refletidos na lei de Deus. A primeira vez que a circuncisão teve um significado religioso foi no Antigo Testamento, onde foi prescrita como um sinal externo necessário para os judeus (Gn 17.9-12; At 7.8; Rm 4.11).

O significado positivo da circuncisão no Novo Testamento não está no cumprimento da lei, mas sim no sinal do povo escolhido de Deus na história anterior a revelação (At 10.45; 11.2; Rm 3.1,2; 4.12; 15.8; Gl 2.7-9,12; Ef 2.11; Cl 4.11; Tt 1.10). A circuncisão era parte dos mandamentos de Deus que continha a promessa do Messias. A verdadeira circun­cisão era um selo de fé (Rm 4.9-11). Entretanto, a fé sempre foi essencial.

A verdadeira circuncisão “não feita por mão [humana]” consiste em deixar de lado o “corpo da carne” pela circuncisão em Cristo, isto é, ser sepultado com Ele no batismo e ressuscitado para uma nova vida (Cl 2.11,12). Os que servem a Deus em espírito e crê que Cristo é o filho de Deus, estarão verdadeiramente circuncidados (Rm 2.28,29; Fp 3.3).

O Antigo Testamento enfatiza a circuncisão tanto no sentido espiritual quanto no sentido carnal. O Novo Testamento valoriza somente o sentido espiritual ao atribuir-lhe um significado mais profundo, relacionando-a com a crucificação e a ressurreição de Cristo (Rm 2.29).

No Novo Testamento, a circuncisão foi reconhecida, em primeiro lugar, como uma prescrição da lei Mosaica (Lc 2.21; Lc 1.59,60; Fp 3.4,5; Jo 7.22). Mas, em Antioquia os cristãos pela primeira vez negaram essa necessidade para que alguém se tornasse membro da igreja (At 15). Essa decisão foi mais tarde apoiada no concílio de Jerusalém (At 15.6ss.). No entanto, a discussão naturalmente continuou, como se pode ver a seguir (Gl 5.2,6; 6.15; Cl 3,11). Os judeus queriam obrigar os novos crentes gentios a se tornarem prosélitos, só então poderiam ser cristãos (Rm 2.25,29; 3.1,3,30; 4.9-12).

II – Estranhos ao Concerto da Promessa

O pastor Myer Pearlman disse que somos “obra de arte de Deus, feitura dele”. Um oleiro toma alguns pedaços de barro, um pouco de corante e um fogo quente. Transforma o que era sem valor em um vaso de alto valor, onde os materiais usados, valiam muito pouco.

Então, o que fez tanta diferença no valor?

Os Efésios, quando no pecado, estavam longe de Deus (Ef 2.1 1,12,13-20). No entanto, Deus fez com que eles se tornassem pessoas valorosas. Deus ainda transforma vidas, traslada pessoas das trevas para a sua maravilhosa luz, de uma vida de pecado para uma vida de santidade, tira o desespero e traz felicidade.

Paulo lembra seus leitores gentios as desvantagens anteriores ao conhecimento do evangelho. Antes de conhecerem a Cristo, experimentaram trágicas privações (Ef 2.11).

– “Encontravam “separados de Cristo” – Estavam isolados de todas as bênçãos de Deus (Rm 6.23; Ef 1.3; 2.6).

– “Estavam excluídos da cidadania de Israel” Por razões ligadas a seu nasci­mento, eram discriminados.

– Eram “estranhos aos pactos da promessa”- Eliminados de toda história espiritual e das promessas de uma salvação messiânica contida nos pactos feito a Abraão, Moisés e Davi.

III – Sem Esperança e Sem Deus

– “Sem Deus”. Os Efésios, assim como todos os gentios viviam sem o verdadeiro conhecimento de Deus, tal como havia sido revelado a Israel no passado (Rm 3.1,2). Entretanto Paulo mostra que o evangelho se torna uma mensagem de reconciliação (2 Co 5.17-21). Por causa do sangue redentor de Cristo, lhes anuncia, o próprio Cristo como a “verdadeira paz” (Ef 2.14; 6.23).

“Sem esperança”. Muitas pessoas, devido aos sofrimentos e por não terem nenhum conhecimento de Deus, perderam totalmente a esperança, o pânico, o desespero tem levado muitas dessas pessoas a tirarem suas próprias vidas, entristecendo o coração de Deus (2 Pe 3.9).

– “Falsa esperança”. Os que vivem sem Cristo até dizem que tem esperança, mas são decepcionados e no fim descobrem que tudo não passava de uma falsa esperança.

– “Uma viva esperança”. No entanto, Pedro disse que Cristo por sua misericórdia nos regenerou para uma viva esperança (1 Pe 1.3). A esperança em Cristo não decepciona, mas torna-se a cada dia mais e mais convicta em nossos corações.

Conclusão

A Igreja de Cristo é privilegiada, comprada e lavada no sangue do cordeiro, em que as cerimônias, os sacrifícios, que nunca aperfeiçoavam o ofertante, podem ter seu cumprimento em Cristo, em quem Paulo tinha uma fé inabalável, pois os aspectos da salvação em toda a esfera da vida que nós vivemos depois da conversão, estão fundamentados nele.

O efeito da morte de Cristo derrubou a barreira que separava judeus e gentios, estabelecendo a paz entre os dois grupos e formando a igreja. Muito mais do que estabelecer a paz, foi a reconciliação de ambos os povos com Deus (2 Co 5.18).

Bibliografia
– Comentário Bíblico pentecostal do Novo Testamento – CPAD
– Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea
– Comentário Bíblico N.T. Aplicação Pessoal – Vol. 2 – CPAD
– Epístolas Paulinas – Myer Pearlman – CPAD


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