463 anos do primeiro culto protestante no Brasil
Escultura representando o primeiro culto protestante no Brasil, oficiado pelos pastores Rev. Pierre Richier e Rev. Guillaume Chartier. (Foto: Reprodução).

O primeiro culto protestante no Brasil completa 463 anos, mas o país ainda envia poucos missionários ao campo. Mesmo com 31% da população evangélica, apenas uma em cada 3.953 pessoas faz missão transcultural.

O Brasil já foi um campo missionário perigoso, onde o cristão protestante estrangeiro que chegava sabia que a probabilidade de virar mártir era grande.

Os perigos na terra inexplorada eram desde animais selvagens, índios canibais e doenças mortais, como a malária. Além disso, os primeiros missionários protestantes foram vítimas da intolerância religiosa.

Tudo começou com a chegada de uma caravana de 600 franceses na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro. O líder Nicolas Durand de Villegaignon notou que não havia cristãos protestantes na chamada “França Antártida”. Ele então pediu ao teólogo e compatriota João Calvino para enviar pastores ao Brasil.

Em 7 de março de 1557, os líderes huguenotes Pierre Richier e Guillaume Chartier desembarcaram no país, e mais tarde outros cristãos da mesma denominação. Três dias depois de chegarem, em 10 de março, foi realizado o primeiro culto protestante no Brasil, completando neste ano de 2020, 463 anos. E onze dias depois, a primeira Santa Ceia foi realizada.

No entanto, essas conquistas não garantiram que o protestantismo ganhasse força no território brasileiro. Por divergências teológicas, o solicitante da presença missionária, Villegaignon, passou a perseguir os cristãos franceses.

Alguns dos cristãos se abrigaram em meio aos índios tupinambás e outros fugiram por um navio que naufragou. Os cinco que voltaram foram presos e depois enforcados, mas deixaram a Confissão de Fé da Guanabara como herança.

Quem é cristão, é missionário

No mês de março também é comemorado o Dia do Missionário Evangélico (10). De acordo com os dados do IBGE, o Brasil é composto por 31% de evangélicos. Ou seja, mais de 65 milhões de brasileiros se intitulam cristãos protestantes.

Logo, todos esses foram chamados para a missão de fazer discípulos de Jesus. Porém, algumas pessoas são vocacionadas para atuar exclusivamente com a pregação do evangelho.

A Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) garantiu, no relatório lançado em 2017, que 15 mil brasileiros são missionários em contextos diferentes dos que nasceram. Como missionários transculturais, estão trabalhando com povos minoritários no país, como indígenas e quilombolas. Em outros casos, atuam em nações onde a igreja de Cristo precisa nascer e ser fortalecida.

Ore e apoie!

A igreja brasileira é uma das partes do corpo de Cristo e, por isso, está ligada a outras comunidades cristãs ao redor do mundo. Faz parte da missão dela suportar outros irmãos e irmãs que fazem parte da Igreja Perseguida.

Cumpra seu chamado, ore e apoie projetos, tanto de missionários, como de organizações que trabalham para fortalecer os demais componentes do reino de Deus.

Agradeça a Deus por ter levantado missionários para trazerem a mensagem da cruz até o Brasil. Eles vieram e arriscaram toda a segurança para fazer o nome de Cristo conhecido.

Ore para que o Senhor desperte os cristãos brasileiros para serem missionários onde estão e investirem mais em projetos transculturais.

Interceda para que mais pessoas sejam vocacionadas, treinadas e enviadas aos países onde há mais necessidade dos seguidores de Jesus.


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