Por que creio no Pré-Tribulacionismo?

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A ênfase do arrebatamento secreto é fazer com que a humanidade entenda que seja um evento que reforça a ideia de que o povo necessita estar “vigiando”.

Leonardo Andrade

Pré-tribulacionismo um termo pouco visto para aqueles que estão distantes da teologia propriamente dito. Mas para todos aqueles que já estudaram teologia, mesmo básica se deparam com uma disciplina denominada de Escatologia. A escatologia é a doutrina das últimas coisas e nela envolvem uma série de estudos doutrinários competentes ao circuito final da Igreja na terra.

Uma das disciplinas é o Arrebatamento, mas em torno deste assunto surgiu ao longo dos anos várias teorias, as principais são:

– Pré-Tribulacionismo – Ensina que a igreja não passará pela tribulação;

– Meso-Tribulacionismo – Ensina que a igreja passará pelo menos metade da tribulação, que corresponde aos três anos e meio iniciais;

– Pós-Tribulacionismo – Ensina que a igreja passará por todo evento que corresponde aos 7 anos da tribulação.

Destas teorias há quem encontra mais sustentação bíblica, é sem sombra de dúvidas o pré-tribulacionismo. Verdadeiramente, a igreja não passará pela tribulação.

Um dos grandes pretextos que os pós-tribulacionistas usam é de que o povo de Israel fora guardado dentro do Egito. Na ideia pós Deus não tirará a igreja daqui da terra para “guarda-la” da hora da tribulação. Isso até é “bonitinho”, mas não é a realidade das escrituras.

Um grande exemplo disso é a genealogia de Enoque. A genealogia de Enoque expressa claramente acerca de um arrebatamento antes da tribulação. A Bíblia diz que “andou Enoque com Deus e não se viu mais por que Deus o tomou para si”, (Gn 5.24). A sequência da genealogia demonstra a verdadeira intenção de Deus ao “inspirar” o texto. Logo depois, do arrebatamento de Enoque veio um descendente chamado de Lameque que significa “Poderoso” ou o “destruidor”, está explicitamente falando da figura do anticristo. E por fim, “Noé e o dilúvio”, (Gn 5.29-32), o dilúvio refere-se aos últimos três e meio anos da tribulação, chamado também de “grande tribulação”.

Mesmo com essas evidências tão claras, alguns céticos poderiam questionar o uso de analogias na interpretação. Esses esquecem que um dos meios para interpretar o texto é a atribuição de analogias, tipologias e simbologias para interpretar o texto. Mas de fato o primordial para interpretar a Bíblia o mais próximo do original da intenção do autor é o conhecimento do idioma original na qual o texto foi escrito e o conhecimento da cultura na qual o texto está inserido.

Os eventos relacionados ao contexto do Egito nada tem a ver com o arrebatamento. Primeiro: eles estavam no Egito, que é símbolo de tudo que é mal e idólatra, corresponde a terra nos tempos atuais, as pragas correspondem aos deuses que Deus estavam refutando com o seu poder.

Os pós-tribulacionistas deliram quando dizem que Deus vai “guardar” o povo na tribulação, e por isso, a igreja passará sim pela tribulação. Isso não é verdade, eles esquecem de ler o texto de Isaías 26.20:

ARC Isaías 26.20 – “Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti, esconde-te só por um momento, até que passe a ira”;

Mas não é só esse, observe o texto de Isaías 57.1:

ARC Isaías 57.1 – “Perece o justo, e não há quem considere isso em seu coração, e os homens compassivos são retirados, sem que alguém considere que o justo é levado antes do mal”.

A Palavra do Senhor é bem clara em afirmar que Deus também “guarda” o seu povo, retirando-o do seu lugar e guardando-o em lugar seguro. Vejam esse texto de Sofonias 2.3:

ARC Sofonias 2.3 – “Buscai o Senhor, vós todos os mansos da terra, que pondes por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor”.

Todos os textos supracitados são correlatos e fazem parte de um contexto de segurança, podendo facilmente serem aplicados com mais clareza e coesão no contexto de passar ou não pela tribulação.

Certa vez um pós-tribulacionista disse-me: “o que a nossa geração tem de melhor do que os homens do Antigo Testamento?” Eu respondi o seguinte: “Não somos nós, que deduzimos que somos e participamos de uma operação melhor e mais eficiente do que eles, mas a própria Palavra de Deus”. Também enfatizei que: “Foi o próprio Jesus que disse que somos ‘bem-aventurados’, ou seja, diferenciados, ‘porque não vimos, mas cremos’, somente por isso” (Jo 20.29).

Dentre outros aspectos que favorecem ao arrebatamento Pré-Tribulacionista é a Carta de Apocalipse. O livro de Apocalipse é muito claro em relação a isso. O termo igreja só é empregado até o capítulo 3 e depois somente no capítulo 19. Poderíamos perguntar o porquê? A resposta é uma só, porque entre o capítulo 4 até o capítulo 18 enfatizam o início e o fim de todo o período da tribulação. Neste intervalo de tempo não é citado se quer uma “vez só” o termo igreja, por que ela é a noiva do Cordeiro e estará com Ele na Glória.

Neste estudo estamos apenas estudando acerca de que a igreja passará ou não pela tribulação. Mas uma coisa temos que deixar claro é que os pós-tribulacionistas para “regar” a sandice de suas ideias afirmam que o arrebatamento e a segunda vinda são uma coisa só. Será? Claro que não!

Essa resposta podemos verificar a luz dos originais dos termos empregados. O termo grego para arrebatamento é harpazô que dentre os seus muitos significados, pode-se destacar o “furtar”, daí que surge a ideia do texto em alegar que Jesus virá como um “ladrão” (I Ts 5.2). A palavra grega para furto salienta a mesma ideia de harpazô. A palavra furto no grego é cleptos, que deu origem ao nome de uma doença denominada de “cleptomaníaco”, onde o portador subtrai alguém de outrem sem que este o veja realizando a ação. Até mesmo no código furto (Art. 155) se apresenta de maneira distinta de roubo (Art. 157).

Em relação a isso, em I Ts 5.4 diz que Jesus virá como ladrão somente para aqueles que “estão em trevas”. Pois bem, a Bíblia também diz que “vós sois a luz do mundo…” (Mt 5.14), isto referindo-se aos crentes em Jesus Cristo, aqueles que aceitaram o chamado e creram no nome de Jesus. Então, podemos perceber que a Bíblia relaciona os que aceitaram a Cristo como sendo “luz” e o que não aceitaram a Cristo como sendo “trevas”. Sendo assim percebe-se que no texto de I Ts 5.4 Paulo está alertando aqueles que não aceitaram a Cristo ainda, pois a volta será iminente e sem está em Cristo “serão pegos de surpresa” (Ap 3.3).

ARC I João 1.6,7 – “Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade; mas, se andarmos na luz, como na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado”.

O texto de I João 1.6-7 explica claramente o que acabamos de ressaltar acima. Jesus é a luz (cf. Jo 8.12), se estamos nele (“em comunhão”) de modo algum podemos está em trevas. Mas quando estamos nele (“em comunhão com ele”) refletimos a sua luz (cf. Mt 5.16).

Sendo assim, pode-se entender claramente que o arrebatamento será algo realizado por Deus de maneira secreta, subitamente, porém para a igreja que fora recomendada a está em alerta, ou seja, “vigiando” não será pega de surpresa. A ênfase do arrebatamento secreto é fazer com que a humanidade entenda que seja um evento que reforça a ideia de que o povo necessita estar “vigiando”.

Já para segunda vinda o termo grego é totalmente diferente, é parousia que significa “presença corpórea” diferente de harpazô que em I Ts 4.17 – “Depois nós, que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens”, ou seja, no arrebatamento (“harpazô”) Jesus não pisará na terra, se encontraremos com Ele nos ares. Outro termo também equivalente a segunda vinda é epiphanea que significa “manifestação” ou “aparição”. Note bem a distinção dos significados dos termos:

Arrebatamento: (“harpazô”) significa “furtar”;

Segunda Vinda: (“parousia”) significa “presença corpórea”; (“epiphanea”) significa “manifestação, aparição”.

Desconhecendo a distinção destes termos pode-se claramente confundir a ordem dos eventos. Não afirmo que os pós-tribulacionistas não conhecem esses termos, mas sei que ignoram e por isso seguem errantes na teoria infundada do pós-tribulacionismo.

Portanto, deixamos bem claro com este estudo de que a igreja não passará pela tribulação. Em Ap 15.1, relata que “… por que nelas é consumada a ira de Deus”, isso, referindo-se ao momento da tribulação. De igual modo Ap 16.1 que relata que as taças são resultado da “… ira de Deus”. Em relação a isso podemos citar inúmeros versículos de que Deus não nos destinou para esse momento:

– Jo 5.24: “… quem ouve a minha Palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo…”;

– Rm 5.9: “Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”;

– I Ts 1.10: “e esperardes dos céus a seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira vindoura”;

– I Ts 5.9: “porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo”.

E assim, podemos concluir baseado em todos esses textos que a igreja não passará pela tribulação. E respondendo à pergunta do título, pela enormidade de sustentação Bíblica é por isso que creio no pré-tribulacionismo.

9 COMENTÁRIOS

  1. Claro como a água. Quem nos da a oportunidade de livramento de morte é Jesus e não somos nós que dizemos que somos melhores do que os irmãos do passado. Jesus disse pela graça sois salvos.

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