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Os verdadeiros zumbis da história

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Por Hélio Bulaímo

Acostumamos por natureza atribuir o terrorismo e as fantasias como algo dos filmes expostos pela mídia através, do enredo da Hollywood, da Disney ou talvez da Globo TV. Onde os célebres atores encenam seus papéis atraindo multidões de telespectadores no mundo. Mas se adentrarmos profundamente, veremos que mais além desses cenários televisivos, existe um palco sendo atuado fora das telas desses aparelhos ou então dispositivos atuais. É um ato real, físico, que já faz tempo que se vivência esse trágico episódio. Aliás, é desde os primórdios da existência da humanidade até então que se verifica a existência dos verdadeiros zumbis da história.

Também nos ensinaram de que Zumbi ou zombie, é uma criatura cujo estereótipo se define, nos livros e na cultura popular, como um cadáver reanimado usualmente de hábitos noturnos, que vive perambulando e agindo de forma estranha e instintiva; um morto – vivo; um ser privado de vontade própria, sem personalidade. Por incrível que pareça, vai mais além disso, é algo que necessita de uma análise bem forte. Agora deve estar curioso para saber desse mistério assombroso né, talvez sim. Então, se atente no seguinte e veja.

Tem pessoas que são violentas não porque são judeus ou árabes, ou porque defendem a própria religião, o cristianismo ou o islamismo. Ou também, não é por uma ideologia ateia ou ativismo gay. Mas porque têm transtornos de personalidade, são escravos da necessidade de poder. Reina nelas, o autoritarismo, o paternalismo e o perfeccionismo exagerado.

Como já escreveu Augusto Cury, pessoas como estas, são Sociopatas com um índice de Gasto de Energia Emocional Inútil (GEEI). Estes indivíduos, podem um dia chegar a ser ricos, mas continuar em um cárcere da miséria emocional. Podem nascer em um país democrático, mas viver em um comunismo emocional. Frequentam em igrejas que se prega liberdade, mas vivem um cativeiro emocional e até espiritual. Alguns são levados em clinicas bem estruturados para a anatomia, mas não para cuidar do caráter monstruoso desses zumbis.

Em tempos de praga de gentes como essa, o desejo dos demais na sociedade não pode consistir em ser melhor que o outro. Mas de ser, o mais simples de todos. Afinal, ser psicopata ou até sociopata não granjeia nossa sociedade de sucesso, antes pelo contrário deteriora-a e a destrona da raridade de ser uma sociedade com cidadãos felizes emocionalmente, socialmente e espiritualmente. Na verdade o nosso mundo hoje não pode ser de competição, mas de colaboração mutua.  Na competição um só vence, mas na colaboração todos vencemos. Assim, a alegria é coletiva, não individual.

Os maiores zumbis não são os assistidos nas séries da Hollywood, mas, os sociopatas e psicopatas engessados em nossa sociedade. Estes, não só matam o corpo, mas o caráter e a esperança do ser humano. Se acham os semideuses da sociedade. E o pior de tudo, muitos deles estão assentados nas melhores posições da sociedade.

Estes zumbis da sociedade alguns também matam, ferem e não sentem dor do outro, mas durante alguma parte do tempo, podem ser bem – comportados socialmente, embutidos de bons argumentos para esconder sua verdadeira cara. Ao passo que outros, para piorar, têm transtornos sociais, são violentos, impacientes, monstros no corpo humano, farisaicos, autoritários, controladores, desobedientes às regras do amor ao próximo. Como bem disse Jesus, são lobos disfarçados de ovelhas. Mas em tudo, são seres humanos como nós, mas lotados de sentimentos de pedra e não de carne e osso.

O que a história revela sobre esses zumbis?

A exemplo disso a história nos ilustra alguns homens e mulheres que tragicamente se mostraram como zumbi no compendio social e mundial, tal é o caso de: Faraós do Egito; alguns imperadores gregos e romanos na imagem do Alexandre Magno, Nero e os demais; o cruel Saulo transformado em apostolo Paulo; no período das cruzadas temos os vikings, os papas que martirizavam os protestantes; ditadores como Adolfo Hitler e Getúlio Varga  que vassouravam seus oponentes; os colonialistas que escravizavam os demais povos; nos dias atuais temos os muçulmanos na fúria igual à dos titãs, que se manifesta na jihad (a guerra santa), gerando grupos de terroristas que em nome do dito Alá cruelmente devoram o próximo. E no demais, no meio evangélico e católico vive-se um grande terrorismo onde tais zumbis que até podem se chamar de crentes, devoram-se uns aos outros, matando e denegrindo o caráter do próximo em nome do dogmatismo religioso. Se esquecendo de que a nossa luta como discípulos de Cristo, não é contra o ser humano, mas contra satanás e toda força maligna que impera no ser humano ou até mesmo na sociedade em que moramos. Além disso, jazem em nossa sociedade, famílias em que o marido pelo machismo espanca sua esposa fisicamente e emocionalmente; mulher pelo feminismo torna-se tirana, desprezando a potencialidade do seu próprio esposo; filhos déspotas, virando os super metralhadores da casa, sendo mais bagunceiros e exigente do que gratos e simples. Uma sociedade exibicionista, do que amorosa e humilde. Esses e outros moveres demonstram o caráter dos verdadeiros zumbis da sociedade.

Como sair dessa epidemia zumbiana?

Uma boa maneira de sair dessa, não é competindo no ginásio dos consumistas ou dos oportunistas orgulhosos. Mas banhando-se no oceano da humildade e, secando-se com a toalha da simplicidade. A nossa sociedade está cansada pessoas jactanciosas e entenebrecidas no entendimento. Gente com “caráter de pique” e hipócritas, por fora é uma beleza de honra, mas por dentro é só espinhos de morte e podridão. Precisamos de gentes com “caráter de samu”, prontos para ajudar o caído e o ferido, pessoas pronto – socorro, com gesto de amor, neutraliza a superioridade em sim para servir o próximo sem exibicionismo.

Pessoas que entendem que doar em nome da graça para posteriormente reinar uma cobrança de mérito do presente, é uma demonstração de prestação de serviço que não tem nada a ver da graça de Deus em nós. Autoridades que entendem que liderança não é a arte de mandar, mas de demonstrar influência para um bem comum. Juventude que tem a capacidade de viver o entendimento de que, pequenas oportunidades, revelam grandes homens. E não, o mundo dos vícios. Famílias que já percebem que, a vida é curta, e o tempo é rápido. Precisamos viver o melhor da vida que é Cristo, no amor um ao outro. Uma sociedade que entende que um casamento sem mulher, gera um país extrovertido em valores morais e éticos. E bairros da primeira classe, assim como periféricos que entendem que ser simples não é atrair os holofotes do orgulho para si nem de ser tapete dos nobres da sociedade, mas em amar o próximo como a si mesmo. E se possível, viver a dor do outro.

Enfim, precisamos de ser uma sociedade não geradora de zumbis, mas de seres humanos amáveis, com caráter brilhante e instruções fascinantes. Uma sociedade não competidora, mas colaboradora e unida. Não só falante de paz, mas que vive na prática da paz. Não simplesmente antropocêntrica, mas teocêntrica em detrimento de uma paz que excede todo o entendimento.

Hélio Bulaimo
é missionário, natural de Pemba, Moçambique/África, professor de inglês, graduando em teologia pelo UNIECO – Instituto Educacional Evangélico do Centro-Oeste, em Brasília-DF.

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