Orgulho gay: Ultrapassaram os limites, e agora?

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Prefeitura de São Paulo, Petrobras, e Caixa Econômica no meio de uma crise financeira abrem seus cofres para patrocinar todo este crime.

Orgulho gay: Ultrapassaram os limites, e agora?
19ª Parada do Orgulho Gay em São Paulo, a mais polêmica de todos os tempos (Foto: Internet)

Por José Ernesto Conti

Domingo, dia 07/Junho, aconteceu em São Paulo a 19ª parada gay. Comparando com 2010 quando este evento reuniu mais de 1,5 milhões de manifestantes, tendo inclusive entrado para o livro dos recordes, nesta edição não chegou a 20.000 pessoas. Só este fato já mereceria uma análise cuidadosa das razões e porquês toda esta queda? Há muita coisa errada neste evento. É verdade que os organizadores não podem reclamar de nada. Receberam da Prefeitura de São Paulo R$ 1.300.000,00. Somando o patrocínio da “falida” PETROBRAS, da Caixa Econômica Federal (ambas empresas públicas, logo dinheiro público) e da Netflix, este valor ultrapassa mais de R$ 2.500.000 orçados para a festa, ou seja, um custo de R$ 125/pessoa!!!

É importante que se diga que não somos contra a manifestação, pelo contrário, nossa Constituição assegura para qualquer cidadão o direito de manifestar-se. É lógico que essa mesma Constituição, impõe alguns limites e isso não é só contra gays e lésbicas e sim para qualquer cidadão brasileiro.

O problema é que o grupo LGBT não aceita de forma alguma, opiniões contrárias àquelas pregadas por eles. Para isso cunharam um eufemismo chamado “homofobia”. Para eles, todo mundo que não pensa, defende, concorda, apoia e pratica o que eles querem são homofóbicos. Isso é reducionismo apologético.

Nesta parada gay, duas coisas nos assustaram. Primeiro, na ânsia de contrapor a “homofobia” a parada proporcionou cenas, no mínimo incoerentes, por exemplo, um manifestante, no meio da rua, enfiou no anus um crucifixo. Outra (ou outro, não sei bem) colocou o crucifixo como um “tapa-sexo”, um travesti debochou da crucificação de Cristo, um grupo sem roupas fez seu protesto nas escadas de igreja evangélica, colocaram Jesus beijando outro homem, etc. Se isso não é intolerância eu não sei o que é. Um líder do movimento LGBT reagiu dizendo que esta era uma forma de responder as agressões sofridas, ou seja, eles acreditam e praticam o “olho por olho, dente por dente”. De acordo com as leis brasileiras, fazer o que fizeram é crime. O Art. 208 do Código Penal (Lei nº 2.848) define como crime de ódio, escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; … vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso. Por que tanto ódio só contra os evangélicos? Por que não enfiaram no anus um alcorão?

A segunda coisa que me preocupa é que órgãos como a Prefeitura de São Paulo, a Petrobras, a Caixa Econômica no meio de toda essa crise financeira subindo juros para o povo sofrido e cortando financiamentos, abrem seus cofres para patrocinar todo este crime e nenhum órgão de imprensa se mostra indignado? Será que só há indignação na mídia quando um pastor chuta uma imagem de barro?

Temos que entender que o movimento LGBT não mudará suas agressões e acusações. Do nosso lado, sabemos que somos o lixo do mundo, escória de todos. Por isso tenho certeza de que não é por causa de um grupo que ridiculariza nossa crença e destrói os valores bíblicos que ficaremos intimidados. Para nós, enquanto estiver registrado na Bíblia, a homossexualidade continuará a ser uma abominação diante de Deus, mesmo que eles não aceitem nem creiam nisso. Mas nós cremos. A intolerância deles não mudará nossa fé.

Não é por causa de um grupo que ridiculariza nossa crença e destrói os valores bíblicos que ficaremos intimidados. A intolerância deles não mudará nossa fé.

Pr. Ernesto ContiJosé Ernesto S. Conti
é pastor presbiteriano, e presidente do Conselho Estadual das Igrejas Evangélicas do Espírito Santo

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