Evangélicos: “essa gente incômoda” trabalha pelo bem da sociedade

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Evangélicos, “essa gente incômoda” trabalha pelo bem da sociedade
Templo evangélico / Foto ilustrativa

“Essa gente incômoda” usa a Palavra de Deus para ensinar valores, e princípios, defender a família, recuperar e reintegrar à sociedade vítimas de tantas mazelas que destrói nosso povo.

Por Paulo Pontes

O artigo Os Evangélicos: essa gente incômoda? de autoria do jornalista J. R. Guzzo, e publicado na Revista Veja nº 2250, de 4/10/2017, provocou grande repercussão. Boa parte dos brasileiros estão criticando essa matéria, porque a maioria do nosso povo se denomina cristão. O jornalista pode ter apresentado a melhor propósito utilizando uma linguagem irônica para interpretar e comentar o que a elite brasileira pensa a respeito dos evangélicos, ainda assim, a meu ver, a matéria não pode ficar sem resposta dos evangélicos.

Existe laicidade do Estado brasileiro? Existe liberdade de religião? Fato! Embora o país não tenha uma fé específica, e respeite todas as religiões, não se pode viver pensando que não existe preconceito contra os evangélicos.

Esse povo em grande parte do ‘tipo moreno’ ou ‘brasileiro’ vem sendo visto com horror crescente pela gente (de) bem do Brasil

No artigo em questão, os evangélicos são classificados como “povo em grande parte do ‘tipo moreno’ ou ‘brasileiro’. Qual seria a real motivação para isto? O crescimento desse povo?

O crescimento dos evangélicos no Brasil incomoda?

O IBGE, desde 2010 através do censo vem mostrando o significativo crescimento dessa população, e ao que parece, alguns não ficam satisfeitos com isso. Sobre o assunto, o G1 publicou em 2012 um artigo da professora Yvonne Maggie, do Departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. “O crescimento da população evangélica parece ser uma das maiores mudanças em termos de visão de mundo ocorridas nos últimos vinte anos no Brasil. É difícil pensar sobre esse tema sem cair no debate acalorado de posições extremadas”, pontua a professora.

Infelizmente, assim como em outros segmentos da sociedade pode haver pessoas com distúrbios de caráter, também reconhecemos que no segmento evangélico o joio se mistura entre o trigo. Mas seria essa a causa de se generalizar e desmerecer os evangélicos que são pessoas comuns que trabalham pelo bem da sociedade?

Quero destacar que o Estado do Espírito Santo, hoje com mais de 4 milhões de habitantes, nos seus 78 municípios, abriga o maior percentual de evangélicos do país. E a força dessa “gente incômoda”, juntamente com aos demais capixabas ou não, ajuda o Estado a crescer em todos os sentidos. Além disso, “essa gente incômoda” se apresenta diante de Deus em orações e súplicas pelo Brasil e as autoridades constituídas.

“Muita coisa que o ente público deveria fazer, as igrejas fazem”.

Por vezes compareci na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) para participar de Sessão Solene em comemoração e homenagem ao Dia do Pastor. Em 2006, na noite de sexta-feira (14/06) a sessão foi aberta pela proponente, a então deputada Aparecida Denadai (PDT), que justificou: “O trabalho do pastor ou da pastora em suas igrejas e comunidades, em todo o Estado, é pela causa social. O Estado muitas vezes não acredita na recuperação do homem…”, defendeu a parlamentar lembrando as ações igrejas e movimentos pela recuperação de dependentes químicos. “Se as igrejas pararem suas atividades ou fecharem suas portas haverá um caos total. Os pastores realizam um trabalho que beneficia o povo sem custo para o Estado. As igrejas estão cheias de ex-drogados que são recuperados e devolvidos à sociedade sem custo para o Estado, usando apenas a Bíblia”, pontuou a deputada Aparecida Denadai.

Na mesma sessão, outro deputado e um promotor de justiça também reconheceram o papel das igrejas no controle da paz social: “Às vezes muitas pessoas dizem que cada esquina tem uma igreja, e bem que poderíamos ter duas. Assim não teríamos tanta violência no país”, defendeu o parlamentar. E, por sua vez, com breve discurso o promotor de justiça agradeceu aos pastores pela importância de seus trabalhos junto da sociedade e por “conduzirem os evangélicos no caminho da integridade moral”.

Em 2016, numa entrevista ao portal Seara News, o prefeito de Cariacica (ES), Geraldo Luzia O. Junior, conhecido como Juninho, reconheceu as Igrejas Evangélicas do município como “Sensores da Comunidade”: “Muita coisa que quem deveria fazer é o ente público, e quem faz são as igrejas. Quantas comunidades terapêuticas temos aqui? Vamos supor que nós temos umas cem. Noventa e cinco delas são ligadas a igrejas! A igreja exerce um trabalho tão fantástico na sociedade e nunca é dado o devido valor”, destacou o prefeito Juninho.

“Essa gente incômoda” é uma grande população composta por pessoas que sonham, vivem e realizam; oriundas das diversas camadas da sociedade, com suas tradições, costumes e formação, são trabalhadoras, capacitadas nas mais diversas profissões, pagam impostos e exercem a cidadania, entre outros.

Nós, cristãos evangélicos, somos “essa gente incômoda”, que professa a Jesus Cristo como único Salvador, somos o povo da cruz e não nos envergonhamos do Evangelho e de ser quem somos!

Finalizo afirmando que “essa gente incômoda” vai continuar incomodando!

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