As divisões nas denominações pentecostais parecem estar no gerúndio

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A divisão que faz crescer

A divisão que faz crescer… é um fato corriqueiro, não é a primeira vez que isso acontece, e creio não será a última.

Não é de hoje que acontecem divisões nas igrejas. Sem falar dos nestorianos cuja igreja existe até hoje e que foi divisão da igreja nos primeiros séculos da era cristã.

A Igreja Católica, por exemplo, desde 1054 que se dividiu em igreja ocidental e oriental, isso por que Constantinopla disputava com Roma ser a sede da igreja. Daí por diante dois líderes disputaram os fiéis, o Papa em Roma e o Patriarca em Constantinopla.

Por sua vez, a igreja evangélica também foi fruto de uma divisão da igreja romana, quando em 1517, após ser influenciado por Jerônimo Savanarola, John Wiclyff e John Huss, o teólogo Martinho Lutero rompe com o catolicismo levando consigo um grande número de seguidores.

As divisões se multiplicaram e foram surgindo várias denominações, Luterana, Anglicana, Episcopal, Reformada, Wesleyana, Presbiteriana, Batista, Assembleia de Deus e as neopentecostais.

Mas dentro das denominações pentecostais tradicionais tal como as Assembleias de Deus, as divisões continuaram e parecem estar no gerúndio ainda hoje. Nos anos 30 os pastores assembleianos se divorciaram da liderança sueca e passaram a liderar a denominação no Brasil.

Na década de 80 o pastor Manoel Ferreira abandona a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) após conflito por criar uma convenção nacional paralela chamada CONAMAD e brigar pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD, a editora da denominação assembleiana.

Por sua vez, o pastor Silas Malafaia, cuja família tem história na Assembleia de Deus, também se desvinculou da Convenção Geral após exercer cargo importante na CGADB.

Em Pernambuco duas convenções estaduais assembleianas estão divididas e não se entendem, a CONADEPE e COMADALPE.

Agora é a vez do conhecido pastor Samuel Câmara, líder da igreja mãe em Belém do Pará, após várias disputas pela presidência do órgão máximo da denominação, decidir criar sua própria convenção nacional e levar consigo milhares de pastores com seus rebanhos.

São muitas promessas de mudanças e melhorias que acompanham o pastor Câmara.

Bom ou ruim, não sei, mas de uma coisa tenho certeza, é um fato corriqueiro e não é a primeira vez que isso acontece, e creio não será a última.

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