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A Igreja Evangélica, o Mundo e a Parada Gay

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Marcha para Jesus 2015                                                                          Parada Gay 2015

Por Ezequiel Silva

Leia! Não precisa concordar, mas leia, por favor!

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim” (João 15.18)

Tenho lido algumas das inúmeras reportagens e artigos postados sobre a parada Gay de São Paulo, no domingo (7) e me perguntado “até que ponto estamos enfrentando mesmo o inimigo”. É preciso falar? SIM. Denunciar? SIM. Estamos em um estado democrático de direito, sustentado pelos pilares da democracia do Brasil. Alguns senhores deputados, senadores e diversos líderes têm saído, veementemente, em defesa da Igreja, contra os ataques deliberados dos GLBT’s contra a igreja, e o pior de tudo, com patrocínio de instituições do governo e outras, na Parada. Os microfones e palanques são bons, mas estão eivados de discursos vazios, com tons meramente políticos, ainda que inflamados, alguns somente para marcar o ponto. Tudo isso é válido e até, permitam-me dizer necessário, pelo que já expressei (estado democrático).

Agora, é pedra inabalável que a igreja nunca precisou de defensores. Nem quando os crentes estavam sendo entregues as feras e incendiados nas cruzes, etc. Nas palavras de Cristo: “…o mundo vos odeia…” Sim, não podemos esperar atitudes diferentes, em todas as esferas da sociedade (com a devida exceção) que conluiem com a igreja, se esta verdadeiramente está na contramão da cultura mundana. O mundo nos odeia, porque odeia a Cristo. O mundo não nos ama, porque não ama a Cristo. O mundo não nos aceita, porque não aceita a Cristo.

O que precisamos é voltar para a pregação do Evangelho da salvação. Enfrentarmos, realmente, os principados e potestades, as hostes espirituais da maldade (Efésios 6.10-18) que sucumbe este “mundo inteiro [que] jaz no maligno” (1ª João 5.19). Lutarmos como guerreiros de Deus na oração, no jejum e na Palavra que é comparada a uma espada com a qual poderemos apagar todos os dardos inflamados do Maligno. E parar de ficar “fazendo beicinho” por tudo que acontece. É tempo de a Igreja parar de ser templocêntrica e voltar às ruas, pregando o Evangelho cristocêntrico, espalhando folhetos, entre outras ações evangelísticas, e entender o quadro profético do mundo atual, respondendo à altura com atitudes proféticas e bíblicas.

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A Igreja: Sal da Terra e Luz do Mundo

Aonde quero chegar? Bem, se a cultura mundana não respeita (exceções à parte) a Igreja de Cristo na terra, é porque alguns da Igreja têm sujado o seu precioso e santo nome, nas corrupções, nas falcatruas, nos arranjos políticos nos púlpitos, e outros pecados, embaraços e tropeços que aqui não é possível mencionar, porém, estão nas mídias por aí. E o que falar dos arautos da famigerada prosperidade (a qualquer custo) ensinando os crentes a beirarem nas raias da loucura, porque os crentes têm o direito de serem felizes com tudo que quiserem possuir nesta terra. (Hum… Eu era feliz e não sabia!). Mulheres e filhos colocando a família em prejuízo, endividados no cartão de crédito porque o determinado pastor os ensinou assim. Homens ostentando aquilo que conseguiram, custe o que custar. A gente quer o quê? Que o mundo (o sistema) nos acalente?

Precisamos voltar àquelas pregações que traziam no seu escopo o Cristo crucificado (1º Coríntios 1.23; 2.2). O que é pecado continua sendo pecado, então, denunciemos o pecado de maneira bíblica, sem nos contaminar, para que o mundo veja na Igreja o brilho de Cristo e sintam o seu bom perfume. Precisamos estar crucificados, não como os GLBT’s mostraram na Parada, mas da maneira como o apóstolo Paulo ensinou à Igreja: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gálatas 6.14). Finalizo, citando o apóstolo João: “Irmãos, não vos admireis se o mundo vos odeia” (1ª João 3.13).

Pr. Ezequiel Silva

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Sobre Ezequiel da Silva

Ezequiel da Silva
Capixaba, natural de Vitória, Espírito Santo; educador cristão, bacharel em direito, pela FDCI; formado em teologia cristã pelo Seminário Teológico Evangélico Batista; bacharel em teologia pastoral pela FATEFI; diretor do SEMEC-Seminário Evangélico Mensagem da Cruz.

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