215 milhões de cristãos enfrentam altos níveis de perseguição

0
16

215 milhões de cristãos enfrentam altos níveis de perseguição

“Parte do resultado de pesquisas da Portas Abertas para a Lista Mundial da Perseguição 2017 mostram que em alguns países 100% dos cristãos são perseguidos”

Aproximadamente 215 milhões de cristãos dos 50 países que compõem a Lista Mundial da Perseguição experimentam altos níveis de perseguição por sua fé. Isso é quase um em cada doze cristãos no mundo de hoje.

Este é um número estimado pelo centro de pesquisas da Portas Abertas, que ainda mostra que apenas quatro países representam mais de metade deste total: Índia, Etiópia, Nigéria e China.

Na Ásia, o número de cristãos perseguidos é de quase 100 milhões.

Em 21 dos 50 países, a porcentagem de cristãos perseguidos é de 100% da população cristã. Em outras palavras, em 21 países cada cristão no país experimenta um alto nível de perseguição de uma forma ou de outra.

A população total dos 50 países soma 4,8 bilhões de acordo com as estimativas das Nações Unidas, mas a porcentagem de cristãos é de apenas 13%, o que destaca o seu estatuto de minoria. Deste número de cristãos, a Portas Abertas estima que 33% deles enfrentam altos níveis de perseguição.

Na metodologia da Lista Mundial, “alto” é definido como “onde viver como um cristão significa que, embora possa haver uma igreja tolerada que goze de alguma liberdade, na prática, cristãos proeminentes são alvos, as próprias igrejas sujeitas a restrições significativas e há restrições também de cristãos em áreas como educação e emprego”.

De acordo com os colaboradores da Portas Abertas na pesquisa para a Lista, é lamentável não podermos fornecer detalhes mais específicos dos cálculos, porque os governos e movimentos perseguidores podem utilizar esses detalhes para lançar novas medidas de repressão. Eles especialmente buscam detalhes sobre as igrejas compostas por cristãos ex-muçulmanos em muitos países.

Apesar desses números em tantos países, principalmente na Ásia, África e Oriente Médio, os cristãos ainda têm preferido ficar em seus locais de origem, levar o evangelho a outras pessoas e até morrer com essa missão.

Ficar e morrer

Em casos extremos, um cristão pode simplesmente decidir que sua melhor opção é arriscar sua própria vida pelo evangelho. Eles permanecem nos países, estados e vilas em que são perseguidos e assumem as consequências pela decisão. Os que muitas vezes dão suas vidas em detrimento da perseguição ao cristianismo, surtem um efeito desproporcional para o crescimento da igreja, com seu testemunho de dor e morte que inspira as gerações vindouras.

Um desses cristãos foi o pastor John Njaramba Kiruga. Seu ministério era ensinar a paz entre cristãos e muçulmanos numa região sem lei e perigosa no Quênia perto da fronteira com a Somália, onde o grupo extremista al-Shabaab aterroriza os cristãos. Em abril de 2015, esse grupo atacou e matou 148 cristãos em uma escola em Garissa, e o pastor John estava a caminho de Mandera, na zona de perigo. Este homem teve um sonho que ninguém o desviaria, que os muçulmanos, mesmo nas áreas mais remotas e perigosas, deveriam ter a oportunidade de experimentar a compaixão e o amor dos cristãos. Poucos dias antes de ser morto em julho de 2016, ele enviou um e-mail a um amigo: “Vou para Mandera amanhã. Ore por nós e conosco pelo Quênia. Mandera não é seguro por enquanto, mas precisamos pregar a paz a todo o custo”, escreveu John. Ao voltar para casa após liderar um treinamento, seu ônibus foi atacado pelos militantes do Al-Shabaab. Ele deixa para trás uma esposa e dois filhos, Ian de 17 anos e Lenny de 9 anos. Embora pareça difícil de acreditar, outras pessoas seguirão John, e continuarão o seu ministério, tamanho o poder do seu testemunho de vida.

O Quênia é 18º colocado na Lista Mundial da Perseguição 2017.

Portas Abertas

ESCREVA UM COMENTÁRIO

Escreva seu comentário!
Por favor, digite seu nome

três × três =